Dra. Anke Boeving de Bem CRM-PR: 19549 | RQE: 13908 14004
Endocrinologista Curitiba - Endometabolica
O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, em 8 de outubro, não é uma data sobre a morte. É um convite urgente para refletirmos sobre como vivemos os momentos mais desafiadores da vida. Enfrentar uma doença grave não se resume apenas a buscar a cura. E, em algum momento, para todos nós, a cura não será mais uma possibilidade. O que resta então?
Os cuidados paliativos surgem como uma resposta de humanidade, dignidade e compaixão. Eles nos lembram que, mesmo quando a cura não é possível, o cuidado sempre é. É sobre garantir bem-estar, conforto e qualidade de vida até o último suspiro.
Por que precisamos falar sobre isso?
· A morte é uma realidade, não um fracasso. Nossa cultura, obcecada pela juventude e pela saúde, trata a morte como um tabu, um inimigo a ser evitado a qualquer custo. Isso gera um sofrimento desnecessário, isolando pacientes e famílias em seu momento mais vulnerável.
· Cuidar é diferente de curar. Enquanto o tratamento busca vencer a doença, o cuidado paliativo foca na pessoa. É um cuidado integral que alivia a dor física, oferece suporte emocional, acolhe as angústias espirituais e apoia a família, formando uma rede de proteção.
· Respeito à autonomia. Os cuidados paliativos defendem que o paciente seja o protagonista de sua própria jornada. Isso significa ouvir seus desejos, seus medos e suas escolhas sobre onde e como quer estar em seus últimos dias. É sobre honrar sua história e seus valores.
Encarar a morte com respeito é:
· Validar o sofrimento sem julgamentos, oferecendo presença e escuta ativa.
· Garantir que ninguém sofra dor física ou emocional desnecessária.
· Permitir que despedidas aconteçam com amor, palavras não ditas e paz possível.
· Compreender que o luto é um processo que merece acolhimento e suporte contínuo.
Neste 8 de outubro, vamos mudar a conversa. Vamos parar de ver o fim da vida como uma batalha perdida e começar a vê-lo como uma passagem que merece ser vivida com o máximo de serenidade e dignidade. Apoiar os cuidados paliativos é defender o direito de viver plenamente – do primeiro até o último momento.
A vida é finita. A dignidade não precisa ser.
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